3 coisas que muitas mulheres (ainda) não sabem sobre a sexualidade dos homens

Têm fama de ser insaciáveis e de estarem sempre dispostos e disponíveis para o sexo mas será que a realidade é mesmo essa? Veja o que dizem três especialistas portugueses!

1. A sexualidade deles é mais insegura

Maria do Céu Santo, médica ginecologista, defende a ideia e exemplifica-a com aspetos biológicos. «As mulheres podem iniciar a atividade sexual sem desejo ou excitação e estes surgirem depois. Já os homens, para terem uma relação sexual com penetração, precisam de ter excitação, o que é visível (o pénis aumenta), enquanto a vagina cresce para dentro», considera a especialista.

2. Eles sentem-se perdidos

Jorge Cardoso, psicólogo, explica porquê. «[Nos dias que correm] perderam o poder.  A mulher assumiu, e bem, um patamar de igualdade. Esta dança causa muitos problemas nas relações», acredita o especialista. «Eles vivem na confusão daquilo que lhes ensinaram sobre o que é ser masculino e como exercer a masculinidade», refere ainda.

«Ficam sem saber [como agir]», complementa. «Será que devo ser como aprendi (o que não resulta face a mulheres mais independentes) ou devo adaptar-me? O que é querem? Que tipo de homem procuram? É demasiada confusão para um homem só», afiança o especialista.

3. As emoções afetam o desejo deles

Crescemos a ouvir que nada abala o desejo sexual dos homens.  Os resultados de uma investigação conduzida por Ana Carvalheira, psicoterapeuta, desconstroem esse estereótipo. «Num estudo sobre desejo sexual masculino que fiz com dados de três países, em homens com mais de 30 anos, apurámos razões que podem perturbar o desejo», esclarece.

«Em primeiro lugar, estava o stresse profissional. Em segundo, o cansaço geral. E, em terceiro, os fatores emocionais e relacionais», anumera a especialista.

Texto: Nazaré Tocha e Carlos Eugénio Augusto com Ana Carvalheira (psicóloga clínica e psicoterapeuta), Joge Cardoso (psicólogo clínico e terapeuta sexual) e Maia do Céu Santo (médica ginecologista, coordenadora do Núcleo de Medicina Sexual da Sociedade Portuguesa de Ginecologia Desejo)